Apenas uma vez, literalmente
Estava demorando para esse filme aparecer por aqui. Sábado nada para fazer e fui bisbilhotar a lista de filmes em cartaz na nossa querida internet. Nada de interessante. Depois, zanzando pela avenida Paulista e Conjunto Nacional, vejo o cartaz de Apenas Uma Vez. Como havia horários espaçados entre uma sessão e outra, resolvi voltar mais tarde. Chegando em casa, entrei de novo para checar e lá estava o filme que tanto ansiava por assistir. Procurei por outro cinema, mas não tinha outra sala a não ser Cine Bombril.

Foi mais do que o esperado. O filme é simples em tudo. O roteiro é simples, os atores são simples, o figurino também é simples (e o único também). É o que eu prezo na sétima arte: criatividade com inteligência. É possível sim fazer um filme simples e ao mesmo tempo sensível e comovente. Não precisa de efeitos especiais, não precisa de trilha sonora ornamentada. A trilha sonora, aliás, é o próprio filme. Glen Hansard e Marketa são a dupla de protagonistas que regem a história, tanto como atores como cantores. O cenário escolhido também ajudou o filme a ficar mais lindo ainda. Irlanda a partir de agora é um destino obrigatório para quando - em um futuro bem próximo - eu fizer meu tour pelo Mundo Velho.
Fica aqui minha sugestão. Se quiser assistir, vá logo, pois o filme provavelmente sairá essa semana (foi assim com Réquiem Para Um Sonho no Belas Artes, ficou exatamente duas semanas). O título faz jus à situação: pelo visto eu vou assistir ao filme apenas uma vez, pois duvido que ele seja lançado em DVD. Se quiser ter uma prévia, ouça a trilha sonora (tem outro link do filme aqui). Pode escutar sem medo, não vai estragar o filme. Não sei descrever aqui, mas as músicas no filme parecem muito melhores e muito mais tocantes - talvez pela interação entre som e visual - do que se você as escutasse só no álbum.








Deixe um comentário