O sol de cada noite
TV a cabo à noite é um suplício. E um antagonismo também: quantos mais canais você assina no pacote, menos opções você tem. Incrível! Bom, na falta do que fazer, fiquei assistindo a BBC News e treinando meu listening. Sabe que não foi em vão? Peguei um programa que só falou de tecnologia e web: Click. (confira uma das matérias falando o que rolou na CeBIT: teve até dinossauro que suplicava por carinho humano)

Fora isso, tentando encontrar algum filme bom, consegui assistir a metade de O Sol De Cada Manhã (The Weather Man). Brasileiro tem uma criatividade para traduzir título de filme… acho que deveriam criar uma categoria do Oscar só para essa façanha. Nós ganharíamos de letra. Mas deixando de lado nossa terra Brasil, esse é um dos meus filmes prediletos. Diria até que é o típico filme em que você pode descaradamente confessar: “adoro dar risada da desgraça dos outros”. O personagem do Nicolas Cage caiu como uma luva nele - por falar em Cage, não sei dizer até hoje se ele é realmente um bom ator, talvez seja a inexpressividade dele que me cativa tanto.
Acho que vou deixar um parágrafo só para comentar sobre esse filme. Qual é a trama do filme? Um apresentador de TV cuja principal atividade é falar do tempo. Em sua profissão, não há o que comentar: bem sucedido e ganha muitíssimo bem. Sua vida pessoal, o contrário: é um loser total. Não tenho uma palavra em português para expressar o quão loser é o personagem do Nicolas no filme - ok, você vai me dizer que é perdedor, mas loser aqui significa muito mais que isso. A filha, gorda e gulosa, tem o feliz apelido de pata-de-camelo (assista para saber o que é, não sou estraga-prazeres); o filho, alegre e inocente, é é assediado pelo professor da escola; sua mulher, mais para ex do que atual, tenta fazer de tudo para reatar o casamento, mas Mr. Spritz-Snipper consegue frustrar qualquer tentativa; seu pai, já bem idoso porém muito experiente, não entende o comportamento das pessoas, principalmente quando ele presencia alguém atirando comida no seu filho. Você pára e pergunta: “por acaso é um filme de comédia ou drama?”. A dosagem é você quem escolhe; eu fico com o sarcasmo e a ironia presentes em praticamente todo o roteiro do filme, que também critica em cheio a sociedade consumista dos Estados Unidos (uma das melhores cenas é a do Bob Esponja). Uma lição, até de moral, consegue se tirar no final: dinheiro não compra felicidade.
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Virei predileto por aqui. Que ótimo!
Assisti este filme há um tempo, mas acho que criei expectativa com o elenco e me frustrei! Ou o fato de ser do jornalismo me tirou a sensação de lazer… hahahaha. Não sei, mas simplesmente não gostei.
Mas concordo plenamente com vc quanto aos títulos em português: são horríveis! Geralmente nem leio os nomes em português, eles me desanimam. :S